sábado, 13 de junho de 2015

Direto do livro do Mestre Guichin Funakoshi, Karatê-Dô Kyohan.


EXAUSTÃO COM O TREINAMENTO

"Muitas pessoas se cansam depois de treinarem durante meio ano ou um ano. Esse estado de exaustão, que é comum e não restrito aos alunos de karatê, é crítico, e um aluno pode ser bem-sucedido ou desistir de acordo com suas atitudes durante esse período. Uma vez ciente desse estado de letargia, deve-se redobrar seus esforços e passar por esse período com inspiração espiritual reforçada. Se a pessoa se permitir tornar-se desencorajada nesse estado de cansaço mostra que não entende realmente nem aprecia o karatê. Portanto, se ele interromper o treinamento e desistir do karatê, ficará apenas com um entendimento superficial, pode-se dizer com propriedade que o conhecimento escasso é algo perigoso. Uma vez que tenha se iniciado no karatê para se beneficiar dele, tenha esperanças de que você continue a treinar plenamente até que obtenha um total entendimento dessa arte.
A causa mais comum desse estado de cansaço é observada quando o aluno acaba ficando para trás (comparado àqueles que iniciaram o treinamento ao mesmo tempo ou mais tarde) pelos mais diversos motivos: uma doença ou lesão, a incapacidade de utilizar os braços e as pernas tão bem como deseja (como resultado de tempo insuficiente de treino), ou a falta de um parceiro apropriado que o incentive e seja seu competidor nos treinos. Geralmente é por essa razão que se descobre um aluno que se torna cansado, perdendo o interesse e o entusiasmo. conscientemente parando de praticar kata na frente dos outros, lamentando com desculpas como “não sou realmente indicado para o karatê” até chegar a abandoná-lo definitivamente."

Mestre Funakoshi deixa claro que o esforço treino após treino, permite ao karateca um estado de espírito inabalável (Sochin) e vivenciar o karatê por completo! E para isso o karatê deve ser como água fervente, se você deixar, o fogo abaixa e ele esfria. (XI mandamento do Mestre)

Referência
FUNAKOSHI, Guichin. Karatê-Dô Kyohan: o texto do mestre 1º ed. – São Paulo: Cultrix, 2014. Páginas 55/56.


terça-feira, 9 de junho de 2015

Garras do Tigre

Segunda no Sesi Catalão 

Horários 
09h - 4 a 10 anos 
10h - 11 a 16 anos 

15h - 4 a 16 anos 
18h30min - livre 

Inscrições Abertas


Entrar em contato com Sesi Catalão
Tel: 3411-3588
Responsável Vilmeire Ferreira

















Segunda - Feira
Academia de Karatê Garras do Tigre 

 Primeiro Horário 18h - 19h (a partir de 4 anos de idade)

 
 
  

Segundo Horário 19h - 20h (8 a 16 anos)

 

Terceiro Horário 20h - 21h (adultos e verde acima)


Maiores informações entrar em contato com Sensei Luiz Bussola pelo telefone (64) 8118-1432 ou 9944-4543, ou procurar a sede da Associação que fica na Av. Cristiano Aires n°628 Bairro Nossa Senhora de Fátima (em frente a Igreja Assembleia de Deus)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

5º Campeonato Goiano FKIG

Neste final de semana (24 de maio de 2015) foi realizado na cidade de Goiânia mais uma etapa do Campeonato Goiano de Karatê Interestilos Esportivo, o evento contou com 350 atletas das cidades de Goiânia, Trindade, Brasília e Ouvidor.
A Academia de Karatê Garras do Tigre foi representada com 09 alunos nas mais diversas categorias, os resultados foram excelentes devidos as adversidades encontradas.

Resultados
Kata
Vitória dos Santos Oliveira – Campeã Feminina Infantil verde a preta
Alex Almeida – Vice-Campeão adulto faixa laranja
Erick dos Reis – Vice-Campeão Infanto Juvenil até faixa laranja
Leonardo Soares do Carmo – Terceiro colocado adulto faixa preta

Kumite
Alex Almeida – Campeão +70kg adulto até faixa laranja
Bruno Vicentini Bussola – Vice-Campeão +78kg Adulto faixa marrom e preta
Erick dos Reis – Terceiro Colocado -55kg Infanto Juvenil até faixa laranja
Leonardo Soares do Carmo – Terceiro colocado +78kg Adulto faixa marrom e preta
José Augusto Gonçalves – Terceiro colocado -78kg Adulto faixa marrom e preta
Iury Santana Goulart – Terceiro Colocado -68kg Adulto faixa marrom e preta
Vitória dos Santos Oliveira – Terceira colocada Feminina Infantil verde a preta
Vitor Meireles - Terceiro colocado Mirim A todas as faixas
Gabriel Meireles - Quinto Colocado Kumite Mirim C branca e amarela


Mais uma vez quero agradecer ao Prefeito de Ouvidor Onofre Galdino e a primeira dama Vívian Felício, assim como ao secretário de esporte e lazer João Batista de Almeida Filho.















sábado, 16 de maio de 2015

O QUE AVALIAR NOS EXAMES DE FAIXA?

Nos primeiros anos de prática o karateka deveria ter como principal motivação a troca de faixa, esse momento tão importante, no qual os alunos mostrarão aos examinadores e a si mesmos, o que aprenderam durante a carência no Kyu.

Aos iniciantes faixas brancas, cinzas, azuis, amarelas, vermelhas e laranjas, enquanto tudo é novidade e seu corpo vem sendo preparado para voos maiores, deve-se prestar muita atenção nos fundamentos: soco (tzuki), chute (geri), defesa (uke) e posição (dachi) são movimentos que devem ser treinados incansavelmente...

Lembre-se que você só pode andar ou correr hoje, porque aprendeu a engatinhar ontem!

O que podemos dizer sobre o exame de Kata? No estilo Shotokan, nada mais apropriado do que a série Heian, que tem como objetivo os fundamentos básicos, são simples e com movimentos que podemos corrigir no Kihon.

Praticar, Praticar, Praticar. Essa é a fórmula mágica de Mestre Funakoshi!!!

Quando falamos em Kumite, logo nos vem a imagem das grandes lutas das competições esportivas...
Não que durante o exame de faixa a competição não aconteça: competir contra si mesmo é um desafio imensurável!
Daí a importância de se treinar Gohon, Sanbon, Ippon e Jyu-Ippon Kumite, que são lutas combinadas que têm como objetivo principal o auto-controle...

E o que poderíamos dizer aos aspirantes à faixa preta (Kuro Obi)...

Aos faixas verde, roxa e marrom, digo que o caminho dos senhores até a faixa preta não será nada fácil! Serão dominados pela insegurança, ansiedade e pelo “NÃO” (negação), mas os que vencem estas etapas (que não são muitos, por sinal) chegarão a faixa preta.
O treinamento para os “pretendentes a pretendentes” ao 1º Dan irá exigir uma dedicação maior aos fundamentos... Agora não é só fazer...

É hora de começar a aprimorar as técnicas, para que elas sejam realmente aplicáveis (UM DIA... QUEM SABE!?).

Outro ponto importante é a prática do Kata como: a série Tekki, o Bassai-Dai, o Jion, o Empi e o Kanku-Dai... Quando o Sensei anuncia algum desses Kata para turma a primeira reação é a de negação. “Sensei não consigo fazer esse Kata”, essa exclamação é sempre presente.

 


Neste ponto a palavra de ordem é: SUPERAÇÃO!


“Ao infinito e além...” (Buzz Lightyear)







E não poderia deixar de falar para meus colegas Kuro-Obi, que como eu “suportaram” anos de treinos duros e intermináveis, e que agora “desfrutam” da faixa preta...

“Claro, algumas pessoas pensam que é o fim.
(Eu chamo isso de Síndrome de Black Belt: Quando as pessoas conseguem sua faixa-preta e de repente param de treinar, uma vez que eles estavam tão concentrados na caça da faixa preta em vez de usar o Karatê como uma ferramenta para explorar e desenvolver seu potencial humano.)
A Faixa-preta é apenas o começo.
Agora, o treinamento real começa.
Todo o resto foi apenas a preparação.”

É isso que é avaliado nos exames de faixas da Garras do Tigre!

As exigências são além da carência (6 meses de branca a laranja; 1 a 2 anos de verde a marrom; idade mínima de 15 anos para 1º Dan), requisitos como desenvolvimento técnico, participação nos eventos da academia e não ter advertência por má conduta dentro ou fora do Dojo.

Minha avaliação é baseada na realidade, considerando os limites e potencialidades de cada um.

PREPAREM-SE... A SUPERAÇÃO DE MAIS UMA META ESTÁ PRÓXIMA!

AHHHHHH!!!... É A AULA DE AMANHÃ!

(E TAMBÉM NOSSO EXAME DE FAIXA NO DIA 05 DE JULHO DE 2015)

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Entrevista de Okazaki Sensei concedida à revista “Masters Magazine”

Teruyuki Okazaki faixa preta 9º dan JKA (http://jka.or.jp/en/about/instructors/kodansha.html) nasceu em 1931, em Fukuoka, Japão. Começou a treinar com Funakoshi Sensei, na Universidade de Takushoku em 1947. Em 1961 foi mandado para os Estados Unidos da América para disseminar os ensinamentos de mestre Funakoshi. Okazaki Sensei acredita que os valores antigos, transcendem o tempo e as mudanças.

O Karatê-do vem se transformando e ganhando características irreversíveis como podemos notar quando Okazaki Sensei relata suas sessões de treinamento com Funakoshi Sensei e Nakayama Sensei:
O treinamento era muito duro e muito difícil. Lembro-me nos primeiros três ou quatro meses, tudo o que fizemos foram golpes de “oizuki”. A sessão de treinamento era, de seis horas por dia, seis dias por semana. Mestre Funakoshi nunca disse que deveríamos copiar seus movimentos porque ele entendia que, por seu peso corporal e tipo de corpo, foi obrigado a fazer as posições e técnicas de outra forma.
Nossos treinos costumavam ser em Kiba-Dachi e fazendo técnicas de “oizuki” durante duas horas na parte da manhã, as mesmas duas horas no período da tarde e a noite mais duas horas. A maioria das pessoas simplesmente desistiu.
Os próximos três meses foram dedicados a chutar. Depois de seis ou sete meses deste tipo de formação, começamos a combinar os dois aspectos, e em seguida foi incorporado o Kata nas aulas que tornou-se o ponto principal. Éramos como máquinas.

Agora, lendo esse depoimento de Okazaki Sensei me pergunto... Quem aguentaria sessões de seis horas diárias e se essa nova geração de karatecas “iPod” aguentaria ficar 6 meses de treinamento sem fazer uma “lutinha” ou um “katazinho”...?!?

Outro ponto importante da entrevista foi quando questionado sobre o estilo de Karatê Shotokan.
Para mestre Funakoshi só existia Karatê. Mas, por respeito, os estudantes começaram a chamá-lo de "Shoto", que foi o pseudônimo de Mestre Funakoshi. Neste momento, não tivemos qualquer estilo. Éramos praticantes de Karatê-do

O respeito acima de tudo foi outra grande marca de Funakoshi Sensei, como destaca Okazaki.
Lembro-me que cada vez que passou na frente da Kodokan, mestre Funakoshi sempre tirou o chapéu e curvou-se como um arco. Ele costumava dizer: "Ele é meu professor". Claro, mas nós respondíamos, "mas ele é do Judô" Mestre Funakoshi respondia: "Não importa; uma arte marcial é uma arte marcial, e eu tenho que respeitar isso".
Funakoshi Sensei juntamente com Nakayama Sensei queria que nós fossemos treinar sob a direção de outros Mestres de Karatê; é por isso que ele convidou o Sensei Gogen Yamaguchi da Goju-Kai e Sensei Hinori Otshuka de Wado Ryu, para mostrar diferentes pontos desta arte. Todos esses instrutores nos deram diferentes leituras e métodos de Karatê e nos ensinaram vários Kata.

O que fica desses ensinamentos dos grandes mestres do Karatê-do é que somos pretensiosos em dizer que “isso ou aquilo” está correto ou errado. Deveríamos ser humildes o bastante pra entender a essência do Karatê-do, do Karatê-do do Funakoshi Sensei.

Outro trecho interessante da entrevista me fez rememorar os primeiro aquecimentos e alongamentos que Sensei Mário (Águas Claras – Yobukan V – Goioerê-PR) me pedia para ajudar, quando ainda faixa marrom... Depois em minha primeira aula como faixa preta... quantas incertezas! Cheguei a pensar que em 10 anos de treinamento eu não tinha aprendido nada, de tanta insegurança! Podemos perceber que isso ocorre com todos, mas a diferença está na atitude de sempre estar se aperfeiçoando, como deixa claro Okazaki Sensei.

"Eu quero que você me ajude hoje." exclamou Nakayama. Claro, eu era mais do que grato. Inesperadamente entrou mestre Funakoshi e começou a olhar em volta. ele se lembrou do meu nome, porque eu tinha um bom tempo lá. Ele me perguntou: "Quando você passou no exame para faixa preta?", então eu pensei, "O mestre Funakoshi está ficando velho; ele está esquecendo as coisas”. Eu disse: "Sensei, você me aprovou no meu teste!"
Então ele diz: "Se você realmente é faixa preta, você tem que tentar me acertar, eu tenho certeza que você vai ser capaz de me derrubar." Eu estava realmente com medo, e pensei: “De jeito nenhum, se eu atacar o mestre meus superiores irão me matar aqui mesmo!” O problema é que eu era um cara mal-humorado, e eu disse a mim mesmo "okay, eu posso morrer, mas eu tenho orgulho e eu sou faixa preta", então eu o ataquei na frente de toda a classe com todos os alunos e lá estava me olhandoo Sensei Nakayama. Eu tomei a iniciativa e dei um soco. Eu pensei que estava no chão quando senti que alguém me deu um tapinha no ombro. "Você precisa de mais prática, Okazaki”. Eu não sei como ele fez, mas meus companheiros disseram que fiz um bom trabalho, mas parece como se eu tivesse passado através do corpo do Mestre Funakoshi, definitivamente, ele tinha algo de especial.

Realmente concordo com Okazaki Sensei quando afirma que é isso o que realmente importa e o que a ISKF defende:
Fomos educados para acreditar no Karatê-Do de alta qualidade, tanto tecnicamente quanto espiritualmente. Esta é a única forma do Karatê que pode ser transmitida para as gerações futuras.

Sua resposta quanto ao Karatê Olímpico é a mais sensata.
Karatê é Budo e o Budo não é um esporte. O verdadeiro significado do Budo é entrar na vida com maior profundidade e melhorar as qualidades físicas e espirituais, através de treinamento duro. A essência ou conceito de esporte está na busca de títulos.

Há muito tempo, no estado do Paraná, tive uma experiência riquíssima com o campeonato Shotokan, onde todos os atletas na abertura da competição executavam o Kata Heian Shodan. Talvez pra mim a vaidade não existisse naquela época. Sensei Okazaki enfatiza:
Eu gosto de ver o que Sensei Nakayama sugeriu antes de morrer: Jogos Olímpicos de Budo Todas as artes do Budo juntos, trocando técnicas e métodos de treinamento onde não há vencedor ou perdedor. Isso nos voltar para o conceito original de Budo, e poderíamos educar as pessoas sobre a arte e o verdadeiro significado do Caminho do Guerreiro. Nakayama Sensei disse: "Temos de fazer as pessoas entenderem o verdadeiro caminho das artes marciais."
Sem comentários! Só os “samurais modernos” entenderiam...

Para finalizar disse sabiamente o Mestre Okazaki:
Eu diria a mesma coisa que eu sempre digo aos meus alunos, e incentivá-los a seguir a filosofia de Mestre Funakoshi e buscar a perfeição do caráter, respeito pelos outros, sempre o esforço para prevenir o comportamento violento, e ser honesto. Esses são os objetivos finais que todos aspiram.

P.S.: minhas sinceras desculpas pela tradução amadora! (rsrs...)

Segue o link do texto original: http://www.international-ska.com/2015/04/entrevista-al-maestro-teruyuki-okazaki.html

domingo, 3 de maio de 2015

Treino no Feriado




Gostaria de Agradecer a presença dos alunos José Augusto, Vitória Oliveira, Douglas Bussola, Heder Romão, Renata Cristine, Gabriel Lacerda, Erick dos Reis, Rodrigo Camargo, Alex Almeida, Daniel Calaça, Anisio Netto, Juliana, Sara e o Faixa preta Gustavo Henrique, seja sempre bem vindo a Garras do Tigre. 
Oss... 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

HISTÓRIAS DE CASSAB (PARTE 1)

Antes de tudo, precisamos deixar claro quem é Marcio Lacerda Cassab, Kuro Obi Yobukan!

Todas as oportunidades que tive de estar na presença de Cassab foram de grande importância, um grande karateca e suas histórias enriqueciam e aumentavam minha paixão pelo Karatê e por minha escola Yobukan (Águas Claras).

Após a prática incansável com Jonery Sensei as conversas começavam, terminavam, recomeçavam... e assim conhecemos muitas boas histórias!

Compartilho aqui uma destas com vocês...

Deixa eu te contar uma história que se passou em novembro de 2000...
Durante os treinos na YOBUKAN, muitos anos escutando com muita atenção as histórias do Jonery Sensei sobre seu Grande Mestre Sagara, imaginava como seria conhecê-lo pessoalmente.
Essa primeira oportunidade viria a ocorrer em novembro de 2000.
Jonery Sensei convidou seus alunos para conhecer o seu Mestre Sagara.
Ele reforçou que seria um privilégio e disse que o convite estava aberto para todos.
Por incrível que pareça somente dois alunos aceitaram o convite...
Eu (Cassab) e Carlos Pachaly!
Depois de muitas horas em um trânsito feroz (bem a cara de São Paulo!), chegamos então num pequeno DOJO, nos fundos de uma casa muito simples.
Jonery Sensei conversa com Dona Luiza esposa de Sagara. Ela disse que ele estava no médico porque seguia muito doente (um ano depois ele viera a falecer).
Enquanto Jonery conversa com Dona Luiza, eu (Cassab) e Pachaly aguardamos em um cantinho do DOJO.
Não pudemos deixar de notar que havia um Professor dando aula. Um japonês pequenininho...
Quando Jonery Sensei voltou, perguntei se conhecia aquele Professor... Ele afirmou: “Esse é meu amigo Edson Fujinori Nakama”.
Como não seria nessa primeira oportunidade que iríamos conhecer Sagara Sensei saímos e fomos ajudar o Sensei Mário Ronei no Ginásio de Esporte do Ibirapuera.
Neste final de semana acontecia também um campeonato Brasileiro de Karatê de uma “renomada” Confederação Esportiva em São Paulo...
Alguns minutos depois de chegar ao Ginásio de Esportes escutamos o “digníssimo” Presidente da Confederação dizer no microfone: “Parem a competição! Senhores juízes, parem as lutas! Gostaria de pedir um minuto de atenção de toda a plateia...”
(Cassab) Pensei... o que será que houve dessa vez...?
O Presidente voltou para a plateia e continuou a dizer: “Senhoras e Senhores, temos a presença ILUSTRE do Grande Mestre Edson Fujinori Nakama no ginásio!”
Pediu que o Sensei Edson se dirigisse ao microfone... Nakama de longe agradeceu, mas recusou o convite!
Como se a presença dele não fosse notada, subiu toda a arquibancada... Procurando Jonery Sensei e sentou-se ao lado dele. E ali ficaram os dois, conversando como bons amigos. Sem chamar atenção!

Grandes mestres como Nakama e Jonery, deixam essa marca por onde passam: HUMILDADE.
Atitudes como esta nos ensinam que ser bom não significa ter um alto cargo, ou ter “fama”.
Ter um título, alta graduação, atrair todos os olhares, estar em evidência, no lugar mais alto do pódio é o que realmente tem valor? A qualquer custo?

Ou o real valor está em suplantar o orgulho e a intenção orgulhosa? No esforço em superar o apego a valores e esvaziar o coração e a mente de todo desejo e vaidade terrenos, como nos ensinam PELO EXEMPLO os grandes Mestres?

Hoje sou um homem mais sábio do que ontem. Sou um ser humano, e um ser humano é uma criatura vulnerável, que possivelmente não pode ser perfeita. Depois da morte, retorna aos elementos – à terra, à água, ao fogo, ao vento, ao ar. Matéria é vazio. Tudo é vaidade. Somos como folhas de grama ou como árvores da floresta, criação do universo não tem vida nem morte. A vaidade é o único obstáculo à vida. (Funakoshi, 1994, p. 41)

terça-feira, 21 de abril de 2015

Reafirmando nossos princípios


Bushido

Budô

Karatê-dô

O que todas essas palavras têm em comum?

São palavras da cultura Japonesa? Sim, mas o que realmente une todas elas é a nomenclatura DO – caminho marcial, conduta que todo guerreiro deveria seguir...

É... o final de semana foi assim... curso com Sensei Edson Fujinori Nakama, coordenador técnico da ISKF / ASKT e Sensei Hélio Arakaki (Academia Muryokan Shotokan de Karate/MS), e o sentimento foi de reafirmação dos princípios e da busca incansável pelo Caminho.
Esse foi o primeiro passo, de muitos que virão por aí.

José, Nakama, Bussola, Bruno 


José, Bussola, Arakaki, Bruno 

Em 9 horas de aula Nakama Sensei juntamente com Arakaki Sensei proporcionaram aos karatecas presentes ensinamentos, dicas, e correções de vícios e manias.

O curso teve foco nos três pilares do Karatê-Dô: Kihon, Kata e Kumite.

Nakama Sensei deixou claro que “é muito fácil formar um atleta lutador, mas... formar karatecas e seres humanos que fazem Karatê dentro e fora do Dojô é muito, muito mais difícil!!!”

Outro aspecto importante que Nakama Sensei enfatizou é que o treinamento de Kihon e Kata deve ser imensamente maior do que o treinamento de Shiai Kumite:
“... um karateca que não tem o fundamento do Kihon e do Kata, sem a maturidade do Sambom, Ippon e Jyu kumite, não deve fazer a prática do Shiai – livre”.


Arakaki Sensei destacou que a instituição liderada por Nakama Sensei é uma verdadeira família, sem fins políticos, que simplesmente visa preservar a identidade do Karatê Shotokan nos aspectos técnicos e filosóficos.
Isto ficou muito explícito no que vivenciamos nestes dois dias de treino intenso!
Foi incrível presenciar o clima de respeito, foco e a atitude de humildade de tantos faixas pretas em busca do aperfeiçoamento!
Ficamos muito lisonjeados com a receptividade de todos, especialmente dos Sensei’s Fabio Capusso (RJ), Augusto José Andrade (SP), João Machado (BA), Marcelo Kanashiro (GO).

Agradecemos imensamente a Omar Sensei (OKA DOJÔ – Uberlândia/MG), pelo convite!
Que nós, da Academia de Karatê Garras do Tigre, possamos somar ainda mais com a ISKF – Regional Uberlândia.

 José, Bruno, Omar, Bussola

Foto oficial treinamento ISKF 2015 - Uberlândia - MG

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Desabafo!...*

 Do Facebook:



*Análise do último evento que participei...

‘Ruim’ (Definição pelo www.dicio.com.br) - (Etm. do latim: ruinu): Mau ou perverso; que não possui nem expressa sentimentos bons; que pratica atos de maldade. De péssima qualidade. Prejudicial, que ocasiona danos, em que há prejuízos. Estragado, que não pode ser consumido, cujo gosto não é bom. Cujo funcionamento está prejudicado, que não funciona corretamente. Inadequado, que não alcança os efeitos esperados. Desagradável, que causa uma sensação de descontentamento, que não é agradável.

‘Tendenciosa’ (Definição pelo www.dicio.com.br) - (adj. - Etm. tendência + oso): Que demonstra uma tendência ou objetivo de prejudicar; em que há segundas intenções. Que tende a ser parcial e preconceituoso, argumento tendencioso.

‘Regulamento’ (Definição por www.dicio.com.br) – (s.m. Ato ou efeito de regular): Estatuto, instrução que prescreve o que se deve fazer. Conjunto de prescrições que determinam a conduta em qualquer circunstância. Conjunto de regras para qualquer instituição ou corpo coletivo. Conjunto de disposições governamentais que contém normas para execução de uma lei, decreto. Ato de determinar, de regular em geral: regulamento de um negócio.

As definições acima são apenas para esclarecer quais os significados de tais palavras, caso alguém que porventura venha a ler este artigo não compreenda.

Comparado a um paciente diagnosticado com câncer, na UTI de um hospital omisso, sem médicos preparados para atendê-lo (tais “médicos” que o são, simplesmente são excluídos e esquecidos por conta de interesses escusos), e já respirando com a ajuda de aparelhos. Assim é a arbitragem do Karate Goiano. Me restringirei a abordar somente este assunto para não “tocar em feridas” mais profundas, como exames, eventos, estatutos, regras e demais benfeitorias escancaradas. É deprimente a incompetência técnica. Seria cômico, se não fosse tão agonizante e frustrante. RUIM E TENDENCIOSA. Se estes adjetivos não forem adequados para exprimir, julgo que são, no mínimo, generosos.

Antes que alguém venha a comentar: “você diz isto porque não ganhou nada”. Aqui vai minha resposta. Estou acima do peso e não treinei o suficiente para obter êxito sobre meus colegas de tatame. Em primeiro lugar, sou ‘Karateca’. Estou em busca do caminho. Pratico a filosofia do Karate, em minha arte e em minha vida, e não apenas como exercício físico ou como “atleta”. É impossível tipificar esta arte como Karate nos eventos e esquecer os preceitos básicos de Gichin Funakoshi, os quais se inquirirmos a maioria dos que se dizem karatecas neste estado e nesta federação, muitos deles não saberiam nos dizer qual é o Dojo Kun!

O Karate tem como base a filosofia do Budo japonês. Através de muito trabalho e dedicação, ele busca a formação do caráter de seu praticante e o aprimoramento da sua personalidade. Cada pessoa pode ter objetivos diferentes ao optar pela prática do Karate, que devem ser respeitados. Cada um deverá ter a oportunidade de atingir suas metas, sejam elas tornar-se forte e saudável, obter autoconfiança e equilíbrio interior ou mesmo dominar técnicas de defesa pessoal. Contudo, não deve o praticante fugir do real objetivo da arte. Aquele que só pensa em si mesmo, e quiser dominar técnicas de Karate somente para utilizá-las numa luta, não está qualificado para aprendê-lo, afinal, o Karate não é somente a aquisição de certas habilidades defensivas, mas também o domínio da arte de ser um membro da sociedade bom e honesto. Integridade, humildade e autocontrole. O mais ultrajante pra mim, é que esta definição não deveria ser novidade para nenhum karateca!

Longe de mim, em minha reles insignificância, lograr os méritos daqueles que obtiveram seu lugar ao sol, ou seja, subiram ao pódio. Pelo contrário, penso que estes que se esforçaram duramente, treino após treino, anos a fio, e são os grandes protagonistas de seus triunfos. E mais, isso é o grande incentivador para mim e para as novas gerações de karatecas, que os vêem e se espelham neles. No entanto, penso que um regulamento de arbitragem foi escrito, assim como o estatuto de uma federação, e está em vigor para garantir, sobremaneira, a integridade física de seus atletas, bem como garantir condições mínimas de competitividade entre eles. Porém o seu cumprimento não tem sido observado ultimamente, ao menos por mim não!

Observo que está se tornando um organismo pessoal, e não estatutário. Com o objetivo de se obter algum tipo de favorecimento particular. Aliás, tenho uma sugestão. Já que existem prepostos, façamos da seguinte forma: vamos rasgar o regulamento, evitar os eventos e ver quem ganha na moeda. É melhor, mais barato e a gente ainda da uma “emoçãozinha” pra ver de que lado a moeda cai. Sejamos racionais. Organizar o evento, procurar políticos, angariar patrocínio... Poxa, vai me falar que isso não “estressa”. De outro lado, os Sensei’s fazem seus alunos treinarem fortemente antes dos eventos, o próprio karateca se cobra excessivamente, percorrerem grandes distâncias (que além de caro é desgastante) para assistir a este circo, formado e endossado por aqueles que deveriam não permitir que isso acontecesse. Mas fazer o quê? Como cobrar algo de alguém que não sabe o que está fazendo?

Utopia pensar que as competições de Karate eram, logicamente, para testar a evolução da prática da arte pelas diferentes escolas que compõe a federação assim como para medir sua eficiência, mas, sobretudo, para confraternizar, trocar experiência e promover o encontro dos indivíduos que estão em busca do “caminho”. Pergunto: é isto que se observa nas competições atualmente? Na verdade, não tem-se fórmula mágica para solucionar este problema. O primeiro passo é nos voltarmos para a essência do Karatê-Do. Embutir em todos os nossos praticantes, do mais graduado faixa preta, ao mais novo faixa branca, como esforçar para formar o caráter, como criar intuito de esforço, como conter o espírito de agressão. Como isso, respeitaremos acima de tudo e continuaremos no caminho da razão. E por último, começar a nos prepararmos, tecnicamente para as competições. E fazer com que somente este, SEM INTERESSES PARTICULARES, participem das arbitragens nas competições. Ou seja, nada mais que fazer valer o nosso REGULAMENTO.

É melhor que cada um dê a sua contribuição, assim como nosso eleitos perante a federação comecem a tratar este “câncer”, antes que esta doença se alastre e infecte outros membros deste corpo, pois quando as consequências desta cura forem irreversíveis e irreparáveis ou este organismo virará um vegetal, ou infelizmente irá falecer.

De um Karateca, Chairo Obi, Aspirante a Kuro Obi, Indignado!

*João Renato

quarta-feira, 15 de abril de 2015

10º Copa Trindade de Karatê Interestios

A academia de Karatê Garras do Tigre, participou no ultimo dia 12 de Abril de 2015 da 10º Copa Trindade de Karatê Esportivo Interestilos, o evento contou com 250 atletas de todo o Estado de Goiás. 

A Garras do Tigre foi destaque na competição representada com 19 alunos nas mais diversas categorias, os alunos voltaram com um total de 28 medalhas. Sendo elas 9 de Ouro, 2 de Prata e 17 de Bronze.

Bruno Bussola – Campeão Kata Adulto Marrom e Preta
Leonardo Soares – Vice Campeão Kata e Campeão Kumite Adulto Marrom e Preta - +78
Heder Romão – Campeão Kata e Kumite e Terceiro Lugar Equipe
Cipriano Eduardo – Campeão Kata e Kumite e Terceiro Lugar Equipe
Alex Almeida – Campeão Kumite
Juliana Almeida – Campeã Kata e Vice Kumite
Anísio Favoreto – Campeão Kata e Terceiro Kumite
Iury Santana Goulart – Terceiro colocado Kumite Adulto Marrom e Preta - -68
Douglas Vicentini – Terceiro colocado Kumite e Equipe
Luiz Bussola – Terceiros Lugares Kata e Kumite e Equipe
Sebastião Ribeiro – Terceiro Lugar Kumite e Equipe
Marco Purcina – Terceiro Lugar Kumite e Equipe
Vitoria Oliveira – Terceiro Lugar Kata e Kumite
Daniel Calaça – Terceiro Lugar Kata
Vinicius Borges – Terceiro Lugar Kata e Kumite
José Augusto
João Renato
Erick dos Reis
Thiago Borges

A Academia de Karatê Garras do Tigre agradece a participação de todos os alunos e pais, e ainda agradece o apoio da Prefeitura Municipal de Ouvidor que disponibilizou o transporte para o alunos, desde já ficamos gratos com o apoio do Prefeito Onofre Galdino e do secretário de esporte Almeida.